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Itália acusa criminalmente executivos do Google por publicação de vídeo

Vídeo de garotos italianos humilhando garota com síndrome de Down faz Justiça intimar executivos de privacidade do Google. No que parece o primeiro caso de um executivo de privacidade responsabilizado pelas ações da sua empresa, o conselheiro global de privacidade do Google deverá depôr a uma corte criminal em Milão na terça-feira (03/02) por acusações de difamação e incapacidade de controlar dados pessoais. Peter Fleischer e três outros executivos do google enfrentam acusações criminais na Itália pela publicação do vídeo de uma adolescentes deficiente sendo molestada por colegas. Caso sejam condenados, poderão ficar até 36 meses na prisão. Um porta-voz do Google afirmou que levar o caso à corte foi algo 'totalmente errado'. O Google demonstrou repetida simpatia pela vítima e pela sua família como resultado da cooperação do portal para que o responsável pelo vídeo fosse identificado e punido, afirmou ela. A companhia, porém, não pode ser responsabilizada pelo conteúdo, diz. 'É simplesmente errado processar o serviço postal por cartas de ódio enviadas', comparou. 'Tentar culpar plataformas livres e isentas pelos conteúdos publicados nelas é um ataque direto à internet aberta'. Segundo a descrição da Associação Internacional de Profissionais de Privacidade (da sigla em inglês, IAPP), a história começou com a publicação do vídeo de quatro rapazes humilhando uma colega de escola com síndrome de Down setembro de 2006. Ainda que plataformas de conteúdo na União Européia não sejam responsabilizados diretamente por conteúdos publicados por terceiros, devem remover o material considerado ofensivo caso alguém reclame. Neste caso em particular, o Google recebeu duas reclamações sobre o vídeo, sendo uma delas do Ministro do Interior da Itália, o que fez com que o buscador retirasse o vídeo de três minutos quase um dia após os pedidos. Mesmo com a ação, o promotor público de Milão, Francesco Cajani, decidiu que os executivos de privacidade do Google deveriam enfrentar o código penal do país, diz a IAPP.

Fonte: ComputerWorld
Data: 3/2/2009



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